quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eterno vs Passageiro

Somos tentados dia-a-dia a nos perder em meio ao consumismo. Tantas promoções, liquidações e saldões. Tantos lançamentos, produtos e novos modelos.

A quantidade de produtos e opções nunca foi tão grande, mas, de forma surpreendente, a satisfação não é alcançada. Lidamos com um desejo insaciável, o desejo de se sentir bem, de se sentir atualizado, de ter o novo sempre presente, e isto trouxe três conseqüências:

A primeira é a grande insatisfação com aquilo que possuímos. Tudo perde a graça, a grama do vizinho é a mais verde, o carro da concessionária o mais bonito, comer pão com manteiga torna-se ruim, o salgado da lanchonete fica sem graça e as roupas se tornam enjoativas. Até nos esquecemos do que Deus tem feito por nós, e despejamos nEle nossa insatisfação por não ter “coisas”, nos esquecendo que Ele tem provido tudo o que precisamos para viver bem.

A segunda conseqüência deste desejo insaciável é o consumismo irresponsável que gera dívidas e “infinitas” parcelas. Numa sociedade onde você é o que tem, nada é mais importante do que comprar. As coisas se tornam descartáveis – o que compramos hoje não vale mais nada amanhã - e isto faz com que vivamos uma grande caçada por novas compras. Sim, comprar e vender faz parte de nossa sobrevivência, mas não deve ser a razão da nossa existência.

A terceira conseqüência desta era tão consumista é a tendência de se condicionar o espiritual ao material. Limitamos a graça, a misericórdia e a ação de Deus. A prova para se dizer que está ou não sendo abençoado passou a ser a condição financeira. Neste caso, o cristão que tem a casa própria ou um bom carro, seria mais abençoado do que o cristão que paga aluguel ou que anda de ônibus. Como este pensamento é mentiroso, ingrato e injusto, mas tem nos atingido constantemente.

Minha oração a Deus é que nós não venhamos a ser dominados pelo consumismo ao ponto de perder a visão do Evangelho. Que a busca pelo lucro não nos ofusque a fazer o bem ao próximo. Que a necessidade do atual não nos atrapalhe a seguir os valores eternos. Que o bem-estar de nossas conquistas materiais não retire a esperança da vida eterna ao lado de Deus. Que a vontade de alcançar sucesso financeiro não seja o que nos motive a buscar a Deus. Mas, que Deus gere em nós um comportamento de gratidão pelo simples “pão de cada dia” e a realidade de que o mais importante foi conquistado lá na Cruz, quando Jesus Cristo nos presenteou com a eternidade ao lado de nosso Criador.

Não limite Deus aos seus POUCOS anos de vida nesta terra, Ele lhe preparou toda a ETERNIDADE!

“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” I Coríntios 15:19


Marlon Camacho

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